Haroldo Jose Ventura

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ASSOCIAÇÃO MÉDICA EMITE NOTA QUESTIONÁVEL

— Walter Medeiros* – waltermedeiros@supercabo.com.br

A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), inconformada com a compreensão e adesão cada dia mais numerosa de cidadãos brasileiros ao uso da auto-hemoterapia, emitiu uma nota que tenta encobrir a verdade, que está nos resultados conseguidos com a prevenção e cura de doenças. A nota ganhou o pomposo título de “Auto-hemoterapia não é reconhecida por especialistas”, o que se torna uma frase vaga e sem sentido, pois não é citado nenhum caso de especialista que não reconheceria e deixa de dizer também que motivos teriam esses especialistas para deixar de reconhecer a técnica.

Escrevendo mais um capítulo lamentável de uma perseguição cruel a uma prática que deveria, isso sim, ser estudada e pesquisada para comprovar sua eficácia, a nota diz em seguida que “ABHH alerta para os riscos da prática e ausência de embasamento científico que comprove sua eficácia”. Não cita, porém, nenhum tipo de risco da prática e sobre a alegada “ausência de embasamento científico”, deixa de considerar centenas de trabalhos indexados há muitas décadas.

A Associação faz referência a “inúmeros questionamentos recebidos, tanto por parte de profissionais médicos como não médicos, relacionados à suposta prática hemoterápica denominada ‘auto-hemoterapia’”, o que, por si só já deveria ser motivo para outro tratamento ao assunto. Mas, simplesmente afirma que “A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia NÃO RECONHECE do ponto de vista científico o procedimento “auto-hemoterapia”, acrescentando que “Não existe na literatura médica, tanto nacional quanto internacional, qualquer estudo com evidências científicas sobre o referido tema”. Faz muito tempo que se sabe que estas afirmações não são verdadeiras. Muitos médicos contestam o parecer do Conselho Federal de Medicina que concluiu pela suposta inexistência de trabalhos científicos a respeito da AHT.

Diz ainda a nota da ABHH que “Por não existirem informações científicas sobre o referido procedimento, são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações desta prática, podendo colocar em risco a saúde dos pacientes a ela submetidos”.  Ora, a auto-hemoterapia é usada há mais de 150 anos e já em 1924 era objeto de uma tese de doutoramento em Portugal, bem como foi abordada em inúmeros outros trabalhos subseqüentes. Durante todo esse tempo nunca se teve conhecimento de efeitos colaterais nem complicações ou riscos à saúde dos usuários.  Trata-se, portanto, de mais uma tentativa vazia de desfazer da auto-hemoterapia. Aliás, sua utilização pelos médicos brasileiros foi permitida até dezembro de 2007.

Por outro lado, diz ainda a nota que “Agrega-se a este parecer, a Resolução do Conselho Federal de Medicina- Resolução CFM no 1.499/98, que em seu artigo 1º, ‘Proíbe aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica’”. Trata-se de uma resolução injusta, pois tira do médico o direito de curar seus pacientes e contraria a Declaração de Helsinque, que diz: “No tratamento de um paciente, quando métodos profiláticos, diagnósticos e terapêuticos comprovados não existem ou foram ineficazes, o médico, com o consentimento informado do paciente, deve ser livre para utilizar medidas profiláticas, diagnósticas e terapêuticas não comprovados ou inovadores, se no seu julgamento, esta ofereça esperança de salvar vida, restabelecimento da saúde e alívio do sofrimento. Quando possível, estas medidas devem ser objeto de pesquisa, desenhada para avaliar sua segurança ou eficácia”.

O diretor da Associação, Dante Mário Langhi Jr., alega que “a auto-hemoterapia é adotada por leigos e é desaconselhada por, além de não ter nenhum benefício comprovado no campo da ciência, poder apresentar inúmeros riscos à saúde”. Seria importante ele explicar por que deixa de levar em conta os estudos e trabalhos científicos existentes e que comprovam os benefícios da técnica, ao contrário do que ele diz. Quanto aos riscos à saúde que fala, não cita nenhum. Da mesma forma que a Associação alega que não existiria a comprovação, está obrigada a comprovar o que alega. Portanto, é preciso que cite que riscos são esses que alegam. Como temos visto na prática, o fato de não reconhecerem a auto-hemoterapia não significa que ela deixe de ser eficaz, pois sua eficácia está sendo comprovada cada vez mais, dia após dia.

*Jornalista

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Conheça os benefícios da auto-hemoterapia

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Avaaz.org – PARE BELO MONTE: NÃO À MEGA USINA NA AMAZÔNIA

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Haroldo Jose Ventura

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YouTube – Canal de haroldoventura

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RM do cotovelo, no plano coronal

Usada para tratar lesões no cotovelo, essa terapia ganha espaço na medicina

Por Especialistas

http://www.hemoterapia.org/informacoes_e_debate/ver_opiniao/a-auto-hemoterapia-pode-ajudar-no-tratamento-de-inflamacoes.asp

Quem sofre de cotovelo de atleta (epicondilite lateral) já deve ter passado por um método de cura cada vez mais comum na medicina moderna. Esse tipo de lesão tem progressão normalmente lenta, e por isso, mesmo após sentir as primeiras dores na parte lateral do cotovelo, os atletas não procuram um médico. É apenas após meses convivendo com a lesão, quando os sintomas começam a atrapalhar as atividades diárias, que um profissional é consultado. O tratamento para essa lesão se chama auto-hemoterapia e consiste em injetar no local da lesão o próprio sangue do paciente, o que faz o corpo reagir com maior rapidez no combate a inflamações. Já escrevi sobre esse assunto há cerca de um ano e meio, quando ainda não escrevia para o Minha Vida. Mas, como há algumas novidades sobre o assunto, acho importante abordar mais uma vez o tema. 

A auto-hemoterapia pode ajudar no tratamento de inflamações, deixa a pele mais jovem, protege o sistema imune e dá mais energia.

Agora acrescenta-se ao sangue plasma rico em plaquetas (PRP), compondo um concentrado de sete fatores protéicos de crescimento. Esses fatores aceleram a reparação dos tecidos, aumentam a síntese de colágeno na área afetada, a vascularização local e a diferenciação celular, etapas cruciais na reparação de lesões ou inflamações. Todos esses fatores formam uma espécie de blindagem para a região lesionada consigam se recuperar mais rapidamente. 

Acredito que em breve os médicos indicarão esse procedimento a seus pacientes também em casos de crescimento e reparação dos ossos, de formação de calo ósseo e em processos inflamatórios crônicos osteoarticulares, mais comuns em atletas de alto rendimento, mas que também atingem boa parte da população comum. 

Com a inclusão dos fatores de crescimento, o tratamento tem se mostrado eficiente também em outras áreas. Múltiplos estudos apontam significativa redução de sinais, como linhas e rugas, e formação de colágeno, que deixa a pele mais lisa, firme e jovem. Há ainda relatos que injetar o próprio sangue em diferentes partes do corpo influenciam no crescimento de cabelos, ganho de energia física e mental, estimulação do sistema imunológico, diminuição de alergias e problemas de pele, como a acne. 

É importante lembrar, como sempre falo em meus artigos, que o aconselhamento de um médico é vital para que o tratamento tenha o seu melhor resultado.

Super Saúde!

Dr Wilson Rondó
Especialidade: Medicina Ortomolecular e Nutrologia

Avaliação do especialista 460 votos

http://minhavida.uol.com.br/conteudo/12409-Autohemoterapia-pode-ajudar-no-tratamento-de-inflamacoes.htm

Nas décadas de 60 e de 70, médicos prescreviam auto-hemoterapia, como Dra. Lígia Leite nos casos de acne. http://twixar.com/DhGiQ

http://www.jornaldacidade.net/2008/noticia.php?id=82738

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Walter Medeiros – Supercabo <waltermedeiros@supercabo.com.br>
Data: 13 de novembro de 2010 10:55
Assunto: Dr. Jorge 10/11
Para: AHTPIA <AHTpia@googlegroups.com>

Publicada: 10/11/2010

Texto: Jorge Martins Cardoso (Médico)

Curiosidade das curiosidades de 1969 – Naquele distante ano de 1969, quando cursava o Ginásio João Ribeiro, em Carira, começou a aparecer no rosto da pequena Quêqua um acentuado número de espinhas e cravos (acne). Como, com o passar do tempo aquelas lesões na pele estavam aumentando de intensidade, e, como naquela época não existia médico em Carira, a genitora de Quêqua, Dona Maria Eunice Barreto, resolveu trazê-la para Aracaju. Na época Quêqua tinha apenas 12 anos de idade. Através de várias pessoas, Dona Eunice ficou sabendo que aqui em Aracaju existia uma conceituada dermatologista, que atendia no INAMPS da Rua de Geru, esquina com a Rua de Itabaianinha.

Numa 3ª feira* bem cedo (aproximadamente 5 horas da manhã), partiram de Carira para Aracaju em um carro da família. Vieram o pai, a mãe e a pequena Quêqua. Viagem por uma poeirenta estrada de piçarra com duração de duas horas aproximadamente.

Após a cansativa viagem, por volta das 9 horas daquele dia, já em Aracaju, mãe e filha foram atendidas pela dermatologista Lígia Guimarães Leite. A médica atendeu carinhosamente aquela família. Conversou com a mãe e examinou a criança. Após o minucioso exame da pele, fez algumas recomendações higiênicas e prescreveu-lhe a auto-hemoterapia.

Do consultório da Dra. Lígia, mãe e filha dirigiram-se à farmácia Galeno – que era situada na Rua de São Cristóvão esquina com Itabaianinha – para que fosse realizada a 1ª aplicação. Segundo relato de Dona Nissi Barreto, as aplicações auto-hemoterápicas, eram realizadas dia sim, dia não, ou seja, em dias alternados. Quem fazia as aplicações eram os funcionários da farmácia, já que havia uma prescrição médica.

As aplicações auto-hemoterápicas eram feitas no músculo deltóide. A quantidade de sangue retirado da veia era de aproximadamente 5 ml (este detalhe ela não se recorda direito). O que ela recorda com precisão, era que a seringa era de vidro, a agulha era de aço e que o material tinha de ser fervido. O sangue era retirado da veia do cotovelo (direito e esquerdo alternadamente) e logo a seguir aplicado no músculo deltóide (direito e esquerdo alternadamente), sem acrescentar nada ao sangue. Em outras palavras o sangue era integral. Nada era acrescentado ao sangue retirado. As aplicações eram praticamente indolores.

A escolha da farmácia Galeno foi feita porque o Sr. Walfran Dantas Barreto, pai de Quêqua, pois o mesmo conhecia o proprietário da farmácia, o Sr. Raimundo. Segundo relato de Dona Nissi, ela vinha de Carira pela manhã, fazia a aplicação e retornava no mesmo dia, por causa das aulas na escola. Quando as aplicações “caiam” nos dias de sábado ou domingo, ela pernoitava em Aracaju, pois os pais tinham também uma residência na Rua de Dom Bosco, aqui em Aracaju.

Em muitas das viagens para Aracaju, Quêqua se fazia acompanhar por sua irmã Sônia (Sônia Cristina Barreto), que na época tinha apenas 9 anos. O tratamento durou três meses.
Dona Nissi Barreto veio morar em Aracaju em 1973. A partir de 1983 passou a residir na Avenida Francisco Porto, nº 105, Bairro Jardins, Aracaju, Sergipe. É casada com o Sr. Rodolfo Mendes da Silva (comerciante) e tem três filhos: Walfran (30), Ingrid (25) e Marcos (21). Atualmente ela goza de boa saúde, está bem lúcida e não apresenta na face cicatrizes que denunciem a acne que teve no passado. Continua residindo no mesmo local, onde possui o “Nissi Barreto – Centro de Beleza”. Os pais dela – Sr. Walfran Dantas Barreto, 75 anos, comerciante de móveis e Dona Maria Eunice Barreto, 74 anos, dona de casa – atualmente residem na Rua Tenente José de Araújo, nº 69, em Carira-SE. (1).

Dra. Lígia Guimarães Leite, mais conhecida como Dra. Lígia Leite, é filha do Dr. Olavo Ferreira Leite (já falecido), que foi advogado e professor da Faculdade de Direito de Sergipe, e de Dona Maria Rosa Guimarães Leite (já falecida), que era dedicada a prendas do lar. Dr. Olavo nasceu em Alagoinhas (BA), Dona Maria Rosa nasceu em Japoatã (SE) e Dra. Lígia Guimarães Leite nasceu em Aracaju (SE).

Dra. Lígia formou-se em Medicina em 1967, com 26 anos de idade, pela Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (Salvador-BA). Ao todo a sua turma era composta de 44 formandos. Entre os seus colegas de colação de grau fez questão de destacar o médico Luciano Santana (sergipano de Nossa Senhora das Dores), que após a formatura ficou trabalhando na Bahia.

Disse ainda que o médico-cirurgião Dr. José Augusto Bezerra foi seu contemporâneo de Faculdade. Como profissional médica começou a trabalhar em 1968, em Aracaju, pelo então Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Fez parte do quadro da Legião Brasileira de Assistência (LBA), tendo atuado na Casa Darcy Vargas, na Avenida Maranhão, Aracaju, Sergipe.

Dra. Lígia confirmou que prescrevia a auto-hemoterapia na década de 60 e início da década de 70. Confirmou também que trabalhou no INAMPS da Rua de Geru e que prescrevia a auto-hemoterapia nos receituários daquela instituição. Após a prescrição, os pacientes escolhiam o farmacêutico de sua preferência para a aplicação. Além de médica perita, exerceu a especialidade de dermatologia, pois, naquela época, não era exigida a especialidade em Sergipe.

Entre as diversas doenças dermatológicas, lembra-se de ter lidado com pacientes portadores de acne, escabiose, pitiríase, úlceras, etc. e doenças sexualmente transmissíveis, como a blenorragia e a sífilis. No caso da sífilis, por exemplo, tratava os pacientes com a penicilina e lembra-se do laboratório Fontoura-Whyte. Nos casos de acne, embora naquela época já existissem xaropes e pomadas à base do antibiótico eritromicina, ela evitava tal terapia, preferindo prescrever a auto-hemoterapia, por considerá-la mais eficiente. Afirmou ela que a auto-hemoterapia era prescrita para os casos de acne rebelde e, entre esses destacou os casos de acne quelóide, que respondiam muito bem ao tratamento.

Dra. Lígia Leite deixou bem claro que só prescrevia a auto-hemoterapia nos casos de acne. Segundo ela, a maioria dos casos de acne que atendia, eram de adolescentes ou de mulheres na menopausa.

Segundo ela, a princípio a dosagem era crescente – 1 ml, 2 ml, 3 ml, 4 ml, 5 ml, 6 ml, 7 ml, 8 ml, 9 ml até 10 ml. Depois decrescente – 10 ml, 9 ml, 8 ml, 7 ml, 6 ml, 5 ml, 4 ml, 3 ml, 2ml e 1ml. As aplicações deveriam ser feitas dia sim, dia não, ou seja, de dois em dois dias. Após a série de 10 aplicações crescentes, preconizava um intervalo de 1 semana e orientava os seus pacientes para efetuar as 10 aplicações decrescentes. Dra. Lígia aprendeu a auto-hemoterapia com um famoso médico baiano,** (já falecido), que residia aqui em Aracaju.

Atualmente Dra. Lígia Guimarães Leite é aposentada pelo Ministério da Saúde, apresenta-se em bom estado de saúde e está bem lúcida. Reside no edifício Tobias Barreto, apartamento nº 801, que fica localizado na praça do mesmo nome, nº 466, Bairro São José, Aracaju, Sergipe. (2).

O que aqui merece ser realçado é que, no passado um pouco distante (décadas de 60 e de 70 do século XX), aqui em Aracaju, alguns médicos tinham conhecimento da auto-hemoterapia, e a prescreviam com a maior naturalidade possível, para muitos dos seus pacientes. A história da Sra. Maria Nissifran Barreto Mendes (paciente) e da Dra. Lígia Guimarães Leite (médica), mais uma vez, vem endossar as palavras do médico carioca Luiz Moura, quando no DVD ele diz: “…As técnicas iniciais ainda empíricas, em 1911, foi o professor Ravaut, francês, e começou lá. Ele usava em doses crescentes de 1cc, 2, 3, 4, 5, até 10, ia crescendo a cada dose. Depois, o Jésse Teixeira já não fazia assim, ele dava logo uma dose única”. (3).

Os personagens principais dessa história – Dona Nissi Barreto (a paciente) e Dra. Lígia Leite (a médica), continuam vivas. Aos olhos do escriba, não parece que os personagens envolvidos no artigo XLIV e neste (XLV), tenham se envolvido em “teorias conspiratórias”.

Bem amigas e amigos da rede AHT. Se Deus nos permitir, voltaremos outro dia. A todos desejamos muita saúde, muito dinheiro, muitas alegrias, muitas amizades, boas idéias, boas conversas, boa auto-hemoterapia, boa imunidade, boa visão, boa leitura e bom dia.

*3ª feira – Dona Nissi Barreto lembra-se bem do dia da semana, porque o dia da feira lá em Carira cai nos dias de 2ª feira. **Famoso médico baiano – Dra. Lígia Leite forneceu ao escriba um cartão de apresentação, no qual constava o nome e o endereço da filha do médico. Um artigo será escrito posteriormente.

Fontes: (1) – Entrevistas do autor com a Sra. Nissi Barreto em julho, agosto, setembro e outubro de 2010. (2) – Entrevistas do autor com a Dra. Lígia Guimarães Leite em agosto e setembro de 2010. (3) – DVD/2004 – Entrevistado: Dr. Luiz Moura – Direção, Produção e Roteiro – Ana Martinez e Luiz Fernando Sarmento.

AHT: MINISTÉRIO DA SAÚDE OUVE SÓ UMA DAS PARTES

— Walter Medeiros* – waltermedeiros@supercabo.com.br

O Ministério da Saúde está deixando à margem de todas as políticas públicas de saúde uma parcela considerável da população, que faz uso da auto-hemoterapia, a qual trata como “procedimento médico a ser reconhecido pela comunidade científica pertinente à atividade médica”. Isto fica claro no Despacho Nº 292/2010, da Coordenadoria Geral de Sangue e Hemoderivados, datado de 30 de setembro de 2010. Segundo aquela coordenadoria, não cabe seu posicionamento nem “avaliação da pertinência do procedimento de ‘auto-hemoterapia’ até que haja alteração do posicionamento do Conselho Federal de Medicina, bem como de outros órgãos de referência científica da área médica”. O despacho serviu pra fundamentar resposta, em 14.10.2010, ao ofício do Senador Eduardo Suplicy (PT/SP) que solicitava informações a respeito do uso da auto-hemoterapia no Brasil.

Os órgãos do Ministério da Saúde não levaram em conta nenhuma possibilidade de tratar com respeito uma parcela imensa da população que depende da auto-hemoterapia para garantir a sua própria saúde e bem-estar. Simplesmente anexaram documentação contestada e ultrapassada, que não leva em conta pelo menos a posição do CFM, o qual passou a considerar o procedimento denominado Tampão Sanguíneo Peridural como prática médica no âmbito da auto-hemoterapia e de eficácia comprovada. Deixou também de levar em conta o procedimento Plasma Rico em Plaquetas, outra forma de auto-hemoterapia que vem sendo usada por médicos sem qualquer restrição.

CONSENSO SOBRE O CONCEITO

Deixa de fazer qualquer alusão a milhões de casos de tratamento de cerca de trezentas enfermidades já citadas como tendo sido tratadas com ajuda da auto-hemoterapia. Conforme foi observado recentemente no site http://www.hemoterapia.org/informacoes_e_debate/ver_opiniao/o-conceito-teorico-da-auto-hemoterapia-em-momento-algum-foi-posto-em-duvida.asp , “O conceito teórico de auto-hemoterapia não foi posto em dúvida pelo CFM, (…) nem pela ANVISA, nem por qualquer acadêmico, defensores do método científico”. O texto assinado por Renato Sabbatini defende mais: “Portanto, pode-se partir do pressuposto de que a TEORIA que embasa a Auto-hemoterapia é reconhecida de maneira unânime como válida”, concluindo que “Se a teoria é válida, porque não seria válido seus efeitos benéficos?”, pois “É defendido por todos a necessidade de comprovação científica dos efeitos benéficos e da não evidência de efeitos colaterais”.

Além do mais, a resposta do Ministério da Saúde despreza todos os trabalhos científicos e pesquisas feitas através da história, em nome de uma burocracia nociva à saúde, sem levar em consideração a missão social do Ministério da Saúde. É estranho por que o Ministério da Saúde não adota qualquer providência com vistas a documentar o que já é comprovado cientificamente, bem como oferece condições para a pesquisa comprobatória da eficácia ou ineficácia da auto-hemoterapia para cada enfermidade sobre as quais já foi alegado que teve experiências bem sucedidas.

NUNCA OUVIRAM O OUTRO LADO

Mas existe outro aspecto que precisamos ver com atenção. Em nenhum momento o Ministério da Saúde se dispõe a ouvir o outro lado, o lado dos usuários da auto-hemoterapia, que estão se beneficiando com o uso da técnica há mais de 150 anos. Pois se prestarmos atenção existe um desequilíbrio no trato desse assunto, já que só quem tem poder de falar oficialmente é um lado. O CFM é do lado contrário à AHT, quando deveria estar ao lado da verdade. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que devia dizer ao CFM o que devia fazer, faz o contrário: pergunta ao CFM se pode ou não. E fica do mesmo lado. A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia acompanha a ANVISA e o CFM, que também é acompanhado pelo Conselho Federal de Enfermagem. Tudo de um lado só, portanto.

O outro lado é o lado do usuário, enfermo, que precisa usar a técnica que vem dando certo e está com seu uso suspenso, embora não haja nenhuma lei que proíba seu uso no Brasil ou em qualquer outro lugar do mundo. Este lado é desprezado e quando alguém, como o Senador Suplicy envolve-se no problema e pede informações, fica à mercê de respostas vazias, evasivas, desatenciosas, pois nesse último documento recebeu do Ministério da Saúde até como “Dep. (deputado)” foi tratado, sem desmerecer aquela outra categoria de parlamentares federais.   

VERDADEIROS MOTIVOS DA PROIBIÇÃO

Enquanto chegava esta resposta pouco esclarecedora do Ministério da Saúde para o Senador Suplicy, o Jornal da Cidade, de Sergipe, publicava o 42º artigo da séria “Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos”( http://www.jornaldacidade.net/2008/noticia.php?id=80740 ), assinada pelo médico Jorge Martins Cardoso, no qual ele afirma a continuidade da luta a favor da auto-hemoterapia e refere-se à proibição, dizendo: “Parece-me que o principal motivo é de ordem econômica, envolvendo muitos governos, muitas entidades de classe, muitas empresas multinacionais – no passado conhecidas como trustes e hoje em dia conhecidas como transnacionais – e, portanto, envolvendo bilhões de dólares”. Segundo o médico, “o que é muito estranho é a falta de pesquisa ou a falta de pesquisas sobre o assunto”. Mas garante: “Desde já, podemos adiantar a todos os leitores que a prática da auto-hemoterapia é absolutamente inofensiva. Em outras palavras, não faz mal nenhum, desde que seja corretamente aplicada”.

Dr. Jorge Martins Cardoso diz também que “Sobre a auto-hemoterapia e sobre pesquisas sobre a auto-hemoterapia, aqui não é o que me parece, mas sim, é um fato concreto, é um fato verdadeiro, é um fato real, o que está acontecendo é uma sangrenta ‘revolução do silêncio’, um cruel ‘golpe do silêncio’, e uma bem orquestrada e desumana ‘conspiração do silêncio’”. E anuncia: “Já que é assim, discorreremos em vários artigos, sobre a intocável e quase divina ‘comunidade científica’, sobre algumas das atrocidades cometidas contra a humanidade ao longo da história, e, tanto quanto possível, sobre a colaboração e a participação de ‘silenciosos’ cientistas, de ‘silenciosos’ médicos e de ‘silenciosas’ corporações. Contra a ‘conspiração do silêncio’ o antídoto auto-hemoterápico é a ‘conspiração do barulho’” – defende.

*Jornalista

Leia mais sobre auto-hemoterapia no site http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm

AHT Dr Jésse Teixeira Complicações Pulmonares Pós- Operatórias Autohemotransfusão 1940

REVISADO LFS

 

Complicações Pulmonares

Pós-Operatórias

______________________________

Dr. Jésse Teixeira

Publicado originalmente na

Revista Brasil-Cirúrgico

Orgão oficial da Sociedade Médico-Cirúrgica

do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro

Março de 1940 – Volume II – No 3

FONTE virtual:

http://www.orientacoesmedicas.com.br/AUTOHEMOTRANSFUSAO_Dr_Jesse_Teixeira_1940.pdf

Atenção:

Eu, Luiz Fernando Sarmento, em 08.maio.2007, revisei o texto aqui digitado, comparando a xerox do texto original – escrito por Dr Jésse Teixeira e publicado em 1940 na Revista Brasil-Cirúrgico – ao texto disponibilizado na internet. Se você revisar novamente e encontrar algum erro, por favor informe a

luizfelipepedro@yahoo.com.br

e, se possível, compartilhe no fórum virtual:

http://inforum.insite.com.br/39550/

 

Complicações Pulmonares

Pós-Operatórias (*)

_­­­­_______________________

Pelo Dr. Jésse Teixeira

______________________________

SF

(*) Trabalho premiado pela

Sociedade Acadêmica de Medicina e Cirurgia

– prêmio Cirurgia de 1939.

______________________________

a

COMPLICAÇÕES PULMONARES

Com o intuito de contribuir para o estudo das complicações pulmonares pós-operatórias, principalmente no que se refere à sua profilaxia, apresentamos aqui o relato de nossas conclusões, baseadas em 150 casos, dos quais cerca de 60 % observados no Hospital de Pronto Socorro.

A circunstância de ser o Hospital de Pronto Socorro estritamente um hospital de urgência, confere ao método preventivo que empregamos segura garantia de eficácia e utilidade. Sabem todos que os imperativos da cirurgia de urgência

afastam qualquer cuidado pré-operatório, ficando assim os doentes desamparados ante a ameaça da complicação pulmonar pós-operatória, uma vez que a tão decantada vacina anti-broncopneumônica é de uma falibilidade comprovada.

Há extrema falta de unidade entre os autores que se ocupam do assunto, resultando daí a notável disparidade que existe entre os diversos resultados publicados.

Tomemos um exemplo: as estatísticas sobre a freqüência das complicações pulmonares pós-operatórias; dentre as estrangeiras – e deixamos de citar as nacionais, porque delas não encontramos publicações – a de PROTOPOW dá uma incidência de 7,6%, a de MANDIL 14,5%, a de ORATOR STRAATEN 2,9 % …

Esses resultados dispares têm, a nosso ver, sua fonte numa questão puramente doutrinária, pela falta de unidade no conceito de complicação e de suas formas anátomo-clínicas e isto acontece não só porque toda indicação numérica depende de condições subjetivas e pessoais, mas também, e sobretudo, porque “são extremamente elásticos os limites da verdadeira normalidade no pós-operatório”.

Em virtude dessas considerações, resolvemos tecer as nossas conclusões sobre as bases científicas de um conceito e de uma classificação, a cuja concepção fomos conduzidos pelo estudo e pela meditação sobre os casos, que nos foi dado observar.

Assim, antes de relatar a profilaxia e a nossa casuística, faremos uma breve exposição do conceito e classificação das complicações pulmonares pós- peratórias, segundo o nosso ponto de vista, seguida de uma rápida explanação sintética sobre o diagnóstico e a étio-patogenia das referidas complicações.

I – Conceito

Segundo ALEJANDRO CEBALLOS, “são consideradas complicações pulmonares pós-operatórias todas as pneumonias agudas que sobrevenham em conseqüência da operação, em operados que tinham, até então, o aparelho respiratório normal”.

Ora, é sabido que indivíduos portadores de tuberculose em latência, ou velhos sofredores de bronquite crônica, podem apresentar, em conseqüência da  operação, manifestações agudas dessas doenças, as quais, sem dúvida, devem ser consideradas como complicações pulmonares pós-operatórias.

Desse modo, à definição de CEBALLOS, permitimo-nos acrescentar : “… em operados que tinham, até então, o aparelho respiratório normal” – ou sede de processos patológicos, em fase de cronicidade ou latência.

II- Classificação

Estabelecemos uma classificação esquemática, que procura individualizar em quatro tipos principais, de acordo com sua etiologia, anatomia patológica e evolução clínica, as mais importantes complicações pulmonares pós-operatórias:

1o

COMPLICAÇÕES DEVIDAS AO CHOQUE OPERATÓRIO:

Pseudo-bronquites do pós- operatório e atelectasia pulmonar pós-operatória.

2o

COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS:

Bronquites (elemento de ligação entre o 1o e o 2o grupo), córtico-pleurites (as complicações infecciosas mais freqüentes), pneumonias, broncopneumonias, que podem conduzir a largas supurações, como o abscesso e a gangrena pulmonares.

3o

COMPLICAÇÕES DEVIDA À EMBOLIA PULMONAR:

Desde o tipo banal da poeira de embolia (discutido e negado por muitos), passando pelo tipo médio de infarto hemoptóico de LAENNEC, até o tipo fulminante sincopal ou asfíxico da embolia  da artéria pulmonar.

4o

 – COMPLICAÇÕES ESPECIAIS :

a) surto agudo de tuberculose;

b) complicações próprias à cirurgia torácica.

A presente classificação terá os fundamentos de sua justificação no item seguinte, que trata da etiopatogenia das complicações pulmonares pós-operatórias.

III – Etiopatogenia

Na etiopatogenia, são descritas numerosas causas predisponentes das complicações pulmonares: o estado geral do operado, a idade, o sexo, o estado pré-operatório do pulmão e vias aéreas superiores, garganta, boca e nariz (que, quando sede de inflamações predispõem a infecção pulmonar por via broncógena), assim como do aparelho cardiovascular (por isso que a sua insuficiência determina estase na pequena circulação, capaz de favorecer a evolução de um processo pulmonar), a técnica cirúrgica e o tempo da operação

(as manobras suaves, a hemostasia bem cuidada, aliadas a um tempo curto, dão menor número de complicações), a região operada (as complicações são mais freqüentes nas operações abdominais altas), a hipostase, pelo decúbito prolongado no leito (é fator que só se evidência nos indivíduos muito idosos, caquéticos e com lesões do aparelho cardiovascular) e a estação do ano (o inverno fornece maior contingente de complicações).

No particular do sexo, o masculino paga maior tributo: em 40 complicações, pulmonares, 33 são de indivíduos masculinos. O fenômeno se explica pela diferença entre os tipos respiratórios do homem e da mulher. O homem tem uma respiração costo-diafragmática ou abdominal e a mulher uma respiração costal superior, e como em conseqüência da operação há uma paresia diafragmática, a amplitude respiratória do homem diminui consideravelmente, predispondo, pela hipoventilação pulmonar, a toda sorte de complicações, o que não sucede com a mulher, que continua com uma amplitude satisfatória.

Por uma razão semelhante, se explica o maior número de complicações pulmonares que todas as estatísticas conferem às operações gastro-duodenais sobre as intervenções nas vias biliares extra-hepáticas: é que as afecções gastro-duodenais são mais freqüentes no homem, ao passo que as das vias biliares atingem mais ao sexo feminino.

Uma estatística, só de mulheres operadas de estômago e vesícula, demonstrou

que a cirurgia biliar dava 8 % de complicações, ao passo que a cirurgia gástrica

determinava apenas 6%.

Estudaremos agora a etiopatogenia de cada um dos quatro tipos de nossa classificação.

1o

COMPLICAÇÕES DEVIDAS AO CHOQUE OPERATÓRIO:

– Estas complicações são explicadas, segundo a concepção das manifestações segmentárias do choque, de CARLOS STAJANO, por inibição do setor neurovegetativo, que preside à inervação das fibras lisas tráqueo-bronco-pulmonares, dando como conseqüência uma tráqueo-broncoplegia (ruído de glú-glú traqueal, pela impossibilidade de expectorar) e assim se constituem e se diagnosticam as “falsas bronquites passageiras do pós-operatório, atribuídas durante muitos anos ao éter ou ao resfriamento das salas de operações e que desaparecem, como fantasmas, de um dia para outro, apesar da medicação mais ou menos penosa para o doente, como envoltórios, ventosas “…

Esta modificação de tipo parético na fibra lisa tráqueo-broncopulmonar, tem a mesma explicação que a paresia intestinal psicológica do pós—operatório (STAJANO), que desaparece, normalmente, ao fim de 48 horas e que nada mais representa que o choque segmentar da fibra lisa intestinal.

Os pulmões têm pouca atividade independente e, quando retirados do tórax e separados, são apenas massas inertes (HENDERSON).

A depressão funcional pós-operatória manifesta-se também na baixa do tônus muscular geral, sob a influência da inibição nervosa. As alças intestinais, sede de paralisia, deixam-se distender pelos gazes, o indivíduo não consegue tossir  e, nos seus esforços para expectorar, só consegue deglutir saliva misturada a gotículas de ar, pelo que se constitui uma aerogastria e assim intestinos e estômago distendidos elevam o diafragma hipotônico, a amplitude respiratória e a capacidade vital decrescem consideravelmente (dispnéia, com respiração rápida e superficial), as secreções brônquicas, que não podem ser expelidas, agem como rolha mucosa nas vias respiratórias, o ar alveolar, por fenômeno puramente físico, é absorvido e surge o quadro da atelectasia pulmonar (o atelectásico é um asfíxico, mas não é um infectado).

Estas manifestações de choque, pós-operatório imediato, podem perdurar e, como todo órgão em retenção está em condições propícias para infectar-se, se o meio é séptico, não se livram da ameaça de, sobre elas, se enxertar uma complicação infecciosa. Assim, as complicações do segundo tipo podem iniciar-se como meras manifestações de choque e através do elemento de ligação – bronquites pós-operatórias – evidenciar-se com todas as características clínicas de uma córtico-pleurite, pneumonia, broncopneumonia, abscesso ou gangrena pulmonares.

2o

COMPLICAÇÕES INFECCIOSAS:

– Na gênese das complicações infecciosas tem sido invocados numerosos fatores através dos tempos.

Passemo-los em revista:

a) Anestesias por inalação:

– Foi o éter principalmente responsabilizado, porque “irrita a árvore brônquica, exagera as secreções e diminui a ação bactericida das mesmas, além de provocar resfriamento”. Contudo, as complicações surgem, indiferentemente, com todos os tipos de anestesia, inclusive a local e a raquidiana. Aliás, a raquidiana foi incriminada de despertar complicações pulmonares por diminuição da amplitude respiratória conseqüente a anestesias altas e mais ou menos prolongadas. Quanto à anestesia local, é ela que fornece maior cifra de complicações pulmonares nas estatísticas o que facilmente se explica, porque é empregada em maior cópia, como também porque é a anestesia de escolha para numerosos indivíduos tarados (bronquíticos, cardíacos, etc.), como diz QUÊNU.

Em suma, a anestesia por inalação tem a sua parte no aparecimento de complicações em indivíduos com aparelho respiratório lesado e, sobretudo, nas

chamadas pneumonias por aspiração, em que o conteúdo gástrico, durante um

esforço de vômito, passa para as vias aéreas superiores, desencadeando uma pneumonia gravíssima, com elevada cifra de mortalidade (infecção broncógena).

Diga-se, de passagem, que as anestesias locais, feitas com o reforço de uma injeção de morfina, podem, pelos mesmos motivos, conduzir à pneumonia aspirativa.

b) Embolias do pós-operatório, sem que existam pleurites:

– Foram durante largo tempo imputadas, como causa de complicações pulmonares, as micro-embolias que se originariam da sede do trauma cirúrgico, instalando-se então “um quadro inflamatório pulmonar caracterizado por zona de massicez, silêncio respiratório e febre alta “.

PIERRE DUVAL nega qualquer fundamento de veracidade a esta opinião e afirma que “só por comodidade o cirurgião invoca a embolia”, uma vez que a anatomia patológica prova que ela não tem existência real.

c) Infecção por via linfógena, hematógena ou broncógena:

– A via linfógena tem sido invocada, nas operações sépticas do andar supra-mesocólico, em que a infecção, pelos linfáticos, atravessaria o diafragma e chegaria ao pulmão; a essa afirmação se têm oposto argumentos irrespondíveis. Apenas, a infecção bronquial pôde ser aceita, como elemento de valor, nas pneumonias aspirativas e nos surtos epidêmicos de gripe.

d) Intoxicação pelos polipeptídios: – Segundo PIERRE DUVAL, de acordo, aliás,  com a escola francesa, as complicações infecciosas se explicam através do fértil conceito da chamada “maladie post-opératoire”, recebendo então os polipeptídios, originados pelo trauma cirúrgico, uma transcendente importância.

Experimentalmente, PIERRE DUVAL e LÉON BINET sensibilizaram cães a albuminas musculares e, semanas após, injetando o mesmo material pela safena, conseguiram reproduzir, sistematicamente, lesões pulmonares, em tudo semelhantes às do pós-operatório humano. Estas lesões produziram-se sempre que se atuava sobre animais previamente sensibilizados, e, no homem, essas complicações são mais freqüentes nos indivíduos com intra-dermo-reação positiva para os polipeptídios. Portanto, é necessário um estado de sensibilização.

Conclusão:

– Todas as teorias encerram sua parte de verdade, mas pecam todas por unilaterais. A principal explicação reside no próprio ato operatório, criador da “maladie post-operatoire”, que é um desequilíbrio biológico súbito, capaz de trazer, entre outras, as complicações pulmonares.

3o

COMPLICAÇÕES DEVIDAS À EMBOLIA PULMONAR:

– A embolia pulmonar, nas suas duas formas, geralmente aceitas, o infarto hemotóico de LAENNEC e a embolia de artéria pulmonar, origina-se, via de regra, de uma tromboflebite pélvica ou dos membros inferiores, para cuja patogenia se inscrevem os três fatores seguintes:

a) lesões do revestimento endotelial vascular;

b) alterações qualitativas do sangue (hiperinose);

c) estagnação sangüínea.

O processo trombótico vai progredindo até uma encruzilhada venosa, onde um fragmento, batido pela torrente sangüínea, se desprende e, ao atingir a pequena circulação, desperta o quadro de infarto pulmonar, de que fazem parte os escarros hemópticos e a dor torácica. Este infarto pode infectar-se e teremos constituída uma pneumonia tardia pós-infarto. Outras vezes, continuam a desprender-se êmbolos, até que um, de maiores proporções, determine o quadro fulminante da embolia da artéria pulmonar.

Nas nossas observações contam-se dois casos de embolia pulmonar: o primeiro, após um quadro de infarto hemóptico, faleceu subitamente de embolia da artéria pulmonar, revelando a autopsia dois grossos êmbolos que obstruíam os ramos de bifurcação da artéria. O segundo teve um infarto hemóptico, também originado de flebite da safena interna, que se transformou numa pneumonia pós-infarto, mas teve alta curado.

4o

COMPLICAÇÕES ESPECIAIS:

a) Surto agudo de tuberculose – toda intervenção cirúrgica cria um estado de anergia, favorável ao aparecimento de surtos evolutivos agudos de tuberculose pulmonar;

b) Complicações próprias à cirurgia torácica – como o esvaziamento, na árvore brônquica, do conteúdo de uma caverna, após uma toracoplastia, ou as complicações de uma lobectomia (hemotórax supurado, desvio do mediastino, etc.)

Sobre este tipo de complicações, não nos alongaremos, pois pertencem a uma

especialidade que não cultivamos.

IV – Diagnóstico

O cirurgião deve pensar em complicação pulmonar pós-operatória quando, no

seu operado, se manifestam tosse, febre, dispnéia, dor torácica ou escarros hemópticos. O exame físico revelará: estertores, roncos, sibilos, sopros, diminuição da sonoridade pulmonar e, por vezes, mesmo, massicez. Há repercussão principalmente sobre o aparelho circulatório, que, muitas vezes, comanda o prognóstico.

Será desnecessário encarecer as vantagens do exame radiológico, para o estabelecimento do diagnóstico.

V – Profilaxia

Fora do âmbito da cirurgia de urgência, são numerosos os meios profiláticos das complicações pulmonares pós-operatórias (eleição do doente e da anestesia, cura de catarros das vias respiratórias, saneamento da boca, prevenção de resfriamentos, exercícios respiratórios, inalações de carbogênio, etc.). Todos, aliás, muito precários.

Para a profilaxia destas complicações há, contudo, um recurso, que, segundo as observações do seu autor e as nossas próprias, ao que parece únicas em nosso meio, é da mais alta valia, podendo ser vantajosamente empregado, quer na cirurgia de urgência, quer nos casos em que o doente pode ser preparado.

Trata-se da autohemotransfusão de 20 cc logo após a operação; estando o doente ainda na mesa de operação, retiram-se 20 cc de sangue de uma veia da prega do cotovelo, que são imediatamente injetados na nádega.

Baseamo-nos em 150 observações (1), das quais, a maioria, pertencentes à cirurgia de urgência, através dos casos passados pelo Serviço “Daniel de Almeida” a cargo do Dr. JORGE DORIA, no Hospital de Pronto Socorro.

________________________________________________

(1)

Agradecemos a inteligente e proveitosa colaboração do Dr. Annibal Luz,

distinto colega e amigo de todas as horas.

Deixamos de publicar aqui grande número de observações também favoráveis à utilidade do método, que foram feitas por colegas nossos nos seguintes serviços: 13a Enfermaria da Santa Casa (Serviço do Dr. DARCY MONTEIRO) pelo doutorando CARLOS TEIXEIRA, serviço do Dr. G. ROMANO (Hospital da Gamboa) pelo doutorando OSCAR DE FIGUEIREDO BARRETTO e Serviço Chapôt-Prevost (Hospital de Pronto Socorro) a cargo do Dr. DARCY MONTEIRO, pelo doutorando MONTEIRO DE FIGUEIREDO.

Foi-nos sugerida a atenção para o assunto em fins de 1937, pelo jovem e brilhante docente Dr. SYLVIO D’ÁVILA, que chefiava a 12a Enfermaria da Santa Casa, de que éramos internos, sendo as primeiras 60 observações ali colhidas.

A sugestão do nosso chefe de então se prendeu a um artigo publicado no “The

American Journal of Surgery” (May, 1936 – pág. 321), intitulado “Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications” e assinado por MICHAEL W. METTENLEITER (cirurgião do Pós-Graduate Hospital, de Nova York).

METTENLEITER, considerando os excelentes resultados do processo, como método curativo das pneumonias pós-operatórias declaradas, onde foi aconselhado por VORSCHÜTZ, resolveu empregá-lo, como profilático, em 300 casos de sua clínica particular e não teve uma só complicação pulmonar, a não ser pequena área trombótica em um pulmão, cinco dias após a operação.

Antigamente, o emprego da autohemotransfusão se submetia às influências fecundas, nas anti-científicas do empirismo. Hoje, porém, temos uma explicação razoavelmente clara e perfeitamente aceitável de sua ação. Quando o sangue empregado fora de sua situação normal, no aparelho circulatório, ele se torna uma substância completamente diferente para o organismo.

O sangue extraído por punção venosa é um sangue asfíxico que, por curto lapso, se põe em contato com um corpo estranho (seringa), o que é suficiente para provocar modificações na sua físico-química e, por isso, injetado no organismo, atua como se fora uma proteína estranha. De todos é conhecido o efeito estimulante das proteínas parentais sobre o sistema simpático e o parassimpático, pelo que ocorrem reações vasomotoras e teciduais em todo o organismo.

WIDAL observou acentuada diminuição dos leucócitos em todo o sistema vascular periférico. Porém, mais tarde, MÜLLER e PETERSEN demonstraram que essa diminuição periférica corresponde a um aumento destas células nos órgãos abdominais, e conseqüentemente, a um incremento nas funções orgânicas, particularmente do fígado, acelerando-se a secreção biliar e os processos de desintoxicação. Nenhum efeito sobre o sistema vasomotor, sangue ou tecidos se observa nos órgãos cuja inervação autônoma foi suprimida antes da injeção.

O sistema retículo-endotelial de ASCHOFF-LANDAU também é poderosamente estimulado pela autohemotransfusão.

As seguintes experiências provam essa afirmação:

a) Um emplastro de cantáridas, colocado sobre a pele da coxa, determina a formação de pequena vesícula. Pois bem, se aspiramos o conteúdo dessa vesícula num tubo em U e o centrifugarmos, depois de seco e corado, a contagem diferencial nos revelará uma incidência de monócitos por volta de 5% (os monócitos são os representantes no sangue circulante do S. R. E.). Após a autohemotransfusão, a cifra de monócitos, no conteúdo da vesícula, se eleva em oito horas para 22% e, após 72 horas, ainda há 20%, caindo a curva gradualmente para voltar ao normal, no fim de sete dias;

b) pela prova do Vermelho Congo se evidencia a capacidade de armazenar corantes do S. R. E. – essa capacidade acentua-se consideravelmente após a injeção de sangue;

c) outro teste utiliza a determinação do índice bactericida dos humores, segundo o método de WRIGHT. Após a injeção, o índice mostra um acréscimo, que, dentro de oito horas, chega a um máximo de 15 a 20 valores normais. Como a elevação dos monócitos, a elevação do índice bactericida dos humores prova a estimulação dos poderes defensivos do organismo do S. R. E., ou melhor, para ceder aos impulsos de um são nacionalismo, sem desatender às exigências da boa ciência, através do sistema angio-histio-lacunar de PÓVOA-BERARDINELLI (o alvéolo pulmonar é parte integrante do sistema lacunar).

Para os que aceitam as idéias de PIERRE DUVAL, podemos concluir que a autohemotransfusão atua como elemento desensibilizante, contra a agressão dos polipeptídios, que só agem em indivíduos sensibilizados.

Finalmente, estamos inclinados a aceitar a eficácia da autohemotransfusão nas complicações da tuberculose, visto como ela parece remediar a fase de inferioridade ou anergia, que a intervenção cirúrgica desperta nos tuberculosos.

A propósito da desprezível quantidade de sangue, que se acumula na ferida operatória, sugeriu-se que a observação deste sangue poderia tornar uma adicional autotransfusão desnecessária.

São de METTENLEITER as seguintes palavras: “as alterações físico-químicas, na totalidade do sangue e do soro, são tão delicadas e ocorrem tão rapidamente, que nenhuma comparação pode ser feita entre o sangue retirado de uma veia e reinjetado intramuscularmente e o sangue acumulado numa ferida para ser absorvido; estes dois processos são inteiramente diferentes”.

O sangue tem sobre os outros agentes proteino-terápicos, além das vantagens de comodidade e economia, a de que a sua absorção se faz mais prontamente.

Para terminar, em vista dos nossos excelentes resultados, que confirmam amplamente as verificações de METTENLEITER, podemos fazer nossas as suas palavras: “as complicações pulmonares podem surgir, com qualquer espécie ou método de anestesia, mas a ausência de acometimentos pulmonares, em nossa série, prova que a autohemotransfusão e não o tipo de anestesia, responde pelos bons resultados”.

Casuística – 150 casos.

1) – Intervenções :

. Apendicectomias 56

. C.R. hérnia inguinal 29

. Laparotomias exploradoras 11

. C.R. hérnia inguinal estrangulada 7

. Gastrectomias 5

. Fístulotomias 5

. Hemorroidectomias 5

. Inversões da vaginal 5

. Sepultamento de úlceras gastro-duodenais perfuradas 4

. Operação de Ivanissevitch 3

. Operação de Ombredanne (ectopia testicular) 3

. Emasculações totais 3

. Anus ilíacos 3

. C. R. hérnias crurais estranguladas 2

. Ressecções intestinais 2

. Exerese de quisto dermóide 2

. Salpingectomia 2

. Exerese de quistos torcidos do ovário 2

. C. R. de hérnia umbilical estrangulada 2

. Amputações de membros 2

. Cholecistectomia 1

. Gangliectomia Lombar 1

. Gastroenterostomia 1

. Cerclagem da rótula 1

. Operação de Albee (enxerto vertebral) 1

. Nefrectomia 1

. Nefrostomia e retirada de cálculo 1

. Trepanação da tíbia 1

. Prostatectomia 1

. C. R. hernial crural 1

. Safenectomia 1

. Artronomia 1

. Coecopexia 1

. Castração 1

. Simpatectomia periarterial 1

. Cistostomia 1

. Cholecistostemia 1

. Drenagem da fosse ilíaca direita 1

. Esplenectomia 1

2) – Anestesias :

. Local 62

. Balsofórmio 50

. Raquidiana 20

. Éter 10

. Peridural segmentária 5

. Eunarcon 3

Total 150

3) – Diagnósticos:

. Apendicites 51

. Hérnias inguinais 24

. Hérnias inguinais estranguladas 7

. Fistulas anais 6

. Feridas penetrantes do abdômen 6

. Hemorróida 5

. Hidroceles da vaginal 5

. Ectopias testiculares 4

. Úlceras duodenais 4

. Úlceras gastro-duodenais perfuradas 4

. Varioceles 3

. Epiteliomas do pênis 3

. Cânceres do reto 3

. Hérnias umbilicais estranguladas 3

. Peritonites agudas generalizadas 3

. Cânceres do estômago 2

. Quistos dermóides 2

. Roturas de prenhez ectópica 2

. Quistos torcidos de ovário 2

. Esmagamentos de membros 2

. Cholecistite 1

. Gangrena do pé 1

. Fratura de rótula 1

. Mal de Pott 1

. Fistula estercoral 1

. Tuberculose renal 1

. Litiase renal 1

. Osteomielite aguda 1

. Adenoma prostático 1

. Hérnia crural 1

. Varizes da perna 1

. Artrite supurada do joelho 1

. Úlcera de perna 1

. Oclusão intestinal 1

. Câncer de bexiga 1

. Rotura traumática de baço 1

. Varicocele pelvice 1

. Ferida penetrante do tórax 1

. Pancreatite edematosa, com peritonite biliar sem perfuração 1

. Abscesso apendicular 1

. Vólvulo da sigmóide 1

VI – Resultados e conclusões

1o

As complicações devidas ao choque: – Só cedem, evidentemente, ao tratamento do choque (sol, chloretadas hipertônicas e, eventualmente, infusão maciça de café em clister). Contudo, a autohemotransfusão contribui, seguramente, para que sobre elas deixem de enxertar-se as complicações do

segundo tipo ou infecciosas.

Tivemos muitos casos de manifestações segmentarias de choque na fibra lisa  tráqueo-bronco-pulmonar, porém nenhuma delas evoluiu para a infecção.

2o

– As complicações infecciosas – não surgiram em nossos 150 casos. Em vários dos numerosos casos em que deixamos de fazer a autohemotransfusão, a título de contraprova, as complicações infecciosas apareceram, sendo tratadas pela autohemotransfusão curativa em altas doses (40 a 80 cc.), pelo soro chloretado hipertônico, álcool, digital, vitamina C, etc.

Comentemos alguns casos interessantes : numerosos doentes se submeteram à operação com bronquites crônicas ou sub-agudas. Pois bem, após a operação, fez-se a autohemotransfusão e essas bronquites ou continuaram na mesma, sem se agravar ou, então, desapareceram.

De dois doentes que sofreram esplenectomia por ruptura traumática do baço, em um foi feita a injeção de sangue – alta, curada, em oito dias. Em outro não se fez a autohemotransfusão e manifestou-se-lhe um foco de condensação na base direita.

Um velho prostático sofreu uma falha hipogástrica, como tempo prévio à prostatectomia. Dada a benignidade da intervenção, não lhe fizemos a autohemotransfusão e se constituiu uma córtico-pleurite.

Curou-se e, operado de prostatectomia, foi-lhe feita a injeção de sangue, tendo um pós-operatório respiratório normal.

Outro doente, que padecia de mal de Pott, submeteu-se à operação de ALBEE (enxerto vertebral). Era portador de catarro crônico das vias aéreas superiores; foi operado sob anestesia geral pelo balsofórmio e ficou três meses no leito gessado sem apresentar a mínima complicação pulmonar, tendo-lhe sido feita a autohemotransfusão após a operação.

3o

Complicações devidas à embolia pulmonar. – Não podemos tirar conclusões seguras a respeito deste ponto, em primeiro lugar, porque tivemos apenas dois casos e, em segundo, porque só em um foi feita a autohemotransfusão, aliás no que não morreu. Contudo, parece-nos que a autohemotransfusão não pode impedir a formação de uma tromboflebite, nem que desta se desprendam êmbolos.

4o

– Quanto às complicações pulmonares pós-operatórias nos indivíduos tuberculosos, parece-nos que a autohemotransfusão age beneficamente no sentido de corrigir a fase de inferioridade orgânica que o ato cirúrgico desperta nesta classe de pacientes.

Tivemos quatro casos de intervenções, em indivíduos tuberculosos comprovados, sem complicação pulmonar pós-operatória: duas apendicectomias, uma nefrectomia por tuberculose renal e uma nefrostomia com retirada de cálculo coraliforme, em indivíduo que se havia submetido a pneumotórax terapêutico.

Só num caso se desenvolveu uma pneumonia tuberculosa, mas o indivíduo era portador de tuberculose evolutiva e, operado de apendicite aguda, foi-lhe feita somente injeção de 10 cc de sangue, portanto dose insuficiente, metade da que aconselha o autor do método.

Esses casos não nos permitem ainda uma conclusão segura, do mesmo modo que os de embolia pulmonar.

Não resta dúvida que as complicações infecciosas, segundo o critério por nós estabelecido, são prevenidas seguramente pela prática da autohemotransfusão.

 

RESUMÉ

COMPLICATIONS PULMONAIRES POST-OPÉRATOIRES

Contribution a leur prophylaxie

L’auter, initialement, fait une étude synthétique sur le juste concept, la classification, l’etio-pathogenie et le diagnostic des complications pulmonaires post-opératoires. Dans une classification schématique il en a établi 4 types:

I

Complications résultant du shock opératoire:

pseudo-bronchites et atélectasie pulmonaire post-opératoires.

II

Complications infectieuses:

bronchites, cortico-pleurites, pneumonies, broncho-pneumonies, gangrènes et abcès pulmonaires.

III

Complications dûes à l’embolie pulmonaire:

infarctus hémoptoique de LANNEC et embolie de l’artère pulmonaire.

IV

Complications spéciales:

a) poussée aigue de tuberculose;

b) complications de la chirurgie thoracique (sur laquelle l’auteur n’a pas d’expérience).

Dès le début, l’auteur fait une étude de la prophylaxie des complications pulmonaires post-opératoires, présentant 150 cas observés à l’HOSPITAL DE PROMPTO SOCORRO du Rio de Janeiro (la plupart en rélation avec la chirurgie d’urgence) dans lesquels il a employé la mèthode préconisée par le chirurgien américain M.W. METTENLEITER: l’auto-hémo-transfusion de 20cc de sang, retires à la table même d’opérations, d’une veine au pli du coude et injectés à la fesse du malade.

Le sang employé hors de l’appareil circulatoire se transforme en une substance entièrement étrangère à l’organisme dans lequel il éveillera, s’il y est réinjecté, des reactions humorales et tissulaires capables de stimuler les pouvoirs défensifs du système angio-histo-lacunaire et, encore, de désensibiliser l’organisme vis-à-vis les polypeptides, elaborés par le trauma chirurgical.

Conclusion:

I

Les complications pulmonaires dûes au shock opératoire ne cédent évidement qu’au traitemen du shock (infusion massive de café par voie rectale et sol. chlorurées hypertoniques). L’auto-hémo-transfusion evite, seulement, l’addition de complications infectieuses.

II

Les complications infectieuses ne se s’ont pas montrées dans les 150 cas de l’auteur parmi lesquelels on compte la plus grande variété d’opérations et d’anesthésies et surtout des malades mal préparés par le fait d’étre porteurs d’afections chirurgicales d’urgence.

III

Sur les complications dûes à l’lembolie pulmonaire (originaires d’une thrombo-phlébite) la mèthode ne semble avoir qu’une faible influence.

IV

Sur les complications post-opératoires chez les individus tuberculeux, il semble vrai que l’auto-hémo-transfusion évite la phase d’anergie ou infériorité éveillée para l’intervention chirurgicale en évitant ainsi la survenance d’une poussée de tuberculose pulmonaire.

SUMMARY

The author makes a synthetic study about the real conception, the classification, the etiology and the diagnosis of post operative pulmonary complications. Establishes a schematic classification of 4 types:

I

Complications owing to the operative shock:

pseudo-bronchitis of the post-operative and atelectasis.

II

Infectious complications:

bronchitis, congestion of the lungs, broncho-pneumonia, pneumonia, gangrenes and pulmonary abcesses.

III

Complications due to pulmonary embolus:

LANNNEC’s infart hemorhagic and embolus of pulmonary artery.

IV

Special complications:

a) acute atack of tuberculosis;

b) complications of thoracic surgery (about which the author has no experience).

Following which  he makes a study about the prophylaxis of post-operative pulmonary complications presenting 150 cases observed in the HOSPITAL DE PROMPTO SOCORRO of Rio de Janeiro – Brasil (the greater number belonging to urgent surgery) in which the method of the famous american surgeon M. W. METTENLEITER was used with the best results: autohemotransfusion of 20 cc., taken from the vein of the elbow and injected immediately while the patient still on operating table. The blood employed on the vascular system, becomes quite a different substance for the organism which will provoke, if it is reinjected, humoral and tissilular reactions able to stimulate the defense of the S. R. E. and at the same time to desensitize the organism to the polypeptides elaborated by the operation.

In conclusion:

I

 – The pulmonary complications due to operative shock only give way by the treatment of the shock (massive infusion of coffee by proctoclysis and hypertonic chloride solutions). The autohemotransfusion prevents infectious complications.

II

 – The infections complications did not appear in the 150 cases of author in which there were a varied number of operations, anesthesies and chiefly of patients in bad conditions owing to the need of urgent surgical operations.

III

 – About the complications due to pulmonary embolus (originated from trombophlebitis) the method to have but little influence.

IV

As to the post-operative pulmonary complications in comsuptive cases the autohemotransfusion seems to avoid the anergy phase provoked by the operation and the appearance of acute T. B.  

Trabalho do Dr. Jésse Teixeira,

publicado na revista científica BRASIL-CIRÚRGICO,

Órgão oficial da Sociedade Médico-Cirúrgica

do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro,

vol. II, março de 1.940, número 3, páginas 213 – 230.

Aplicaçao da Auto-Hemoterapia

Aplicação da Auto-Hemoterapia

O conceito teórico da Auto-hemoterapia, em momento algum, foi posto em dúvida.

http://www.hemoterapia.org/informacoes_e_debate/ver_opiniao/o-conceito-teorico-da-auto-hemoterapia-em-momento-algum-foi-posto-em-duvida.asp

“Mediante a retirada de sangue da veia do próprio sujeito e imediata aplicação em seu próprio músculo, há estimulo, um aumento dos macrófagos, por ser considerado um elemento estranho ao organismo. Os macrófagos são células de grandes dimensões do tecido conjuntivo, ricos em lisossomos, que fagocitam elementos estranhos ao corpo. Intervêm na defesa do organismo contra infecções e têm característica afinidade de cooperação com os linfócitos T e B. Possuem duas grandes funções na resposta imunitárias: fagocitose e destruição do microrganismo; e apresentação de antígenos.”

“A taxa normal de macrófagos é de 5% (cinco por cento) no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% (vinte e dois por cento) durante 5 (cinco) dias. Do 5º (quinto) ao 7º (sétimo) dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5% (cinco por cento). Daí a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 (sete) em 7 (sete) dias.”
O conceito teórico não foi posto em dúvida pelo CFM, nem pelo parecista do CFM, nem pela ANVISA, nem por qualquer acadêmico, defensores do método científico.

Portanto, pode-se partir do pressuposto de que a TEORIA que embasa a Auto-hemoterapia é reconhecida de maneira unânime como válida.

Se a teoria é válida, porque não seria válido seus efeitos benéficos?

É defendido por todos a necessidade de comprovação científica dos efeitos benéficos e da não evidência de efeitos colaterais.

Mais uma vez, a teoria que embasa a técnica denominada Auto-hemoterapia é aceita de forma unânime.

É uma técnica e não um medicamento.

“Um novo medicamento é testado rigorosamente ao longo de três fases: na primeira, são realizados estudos com várias espécies de animais, para comprovar seu efeito biológico real, efeitos indesejados, etc. Na segunda, são realizados estudos com voluntários humanos em pequeno número, para determinar a dosagem e formas de administração mais eficazes, e se o efeito comprovado nos animais se manifesta também de forma incontrovertida nos seres humanos. Na terceira fase, o medicamento é testado em uma população muito maior, fazendo-se um extenso acompanhamento clínico, nas mais diversificadas condições, e são estabelecidas as margens de segurança de uso.

A principal arma da ciência médica para comprovar se um medicamento funciona ou não para um determinado objetivo terapêutico se chama “ensaio clínico aleatorizado prospectivo duplo-cego”. Ele funciona assim: grupos de pacientes com determinada doença que se quer tratar, são divididos aleatoriamente em dois subgrupos. Um deles recebe o medicamento, e o outro recebe um placebo. Ambos são avisados que podem estar recebendo um ou outro, mas não sabem qual. Os médicos que fazem o estudo também não sabem, pois os pacientes são identificados com números, cujo significado é mantido em segredo até a conclusão do estudo. Por isso se chama duplo-cego. Isso é feito assim porque se comprovou amplamente que a expectativa de um efeito por parte dos pacientes ou dos médicos influencia muito o resultado.

Depois que um grande número de pacientes é estudado desta forma, fazem-se exaustivos e complexos testes estatísticos, usando-se computadores e bancos de dados, para  determinar-se objetivamente se existe uma diferença significativa entre os grupos controle e tratado. Somente quando este efeito tem uma magnitude considerada clinicamente útil é que o medicamento pode começar a ser usado.”

Fonte: Medicamentos e Pesquisa Científica. Renato Sabbatini
http://www.sabbatini.com/renato/correio/medicina/cp971119.htm
Surge, então, três propostas:

1ª) Manter contato com pesquisadores convidando-os a realizar as etapas necessárias para validação ou refutação da técnica denominada Auto-hemoterapia.

Segue uma sugestão inicial:

Instituto de Investigação em Imunologia – INTC
http://www.iii.org.br/default.asp?site_Acao=mostraPagina&paginaId=11

2ª) Convidar entidades de fomento a pesquisa como FAPESP, CNPq para patrocinar o projeto.

3ª) Na falta de apoio, criar uma entidade com apoio financeiro popular.

Fernando Augusto Orquiza
46 anos – Londrina – Paraná