A nosso pedido, o jornalista brasileiro Reginaldo Horta Azevedo produziu este texto para os Blogs Sapo sobre auto-hemoterapia, relatando os resultados do tratamento que realiza com a técnica. São só cinco meses de uso. Confira.

 ESTE E O MEU SANGUE, TOMAI E BEBEI

 Foi em 1970 quando, em uma conversa no bar em Belo Horizonte, Minas Gerais, alguém falava eufórico que teria curado suas espinhas no rosto e nas costas ao tomar injeções do próprio sangue.

Houve reação de repulsa imediata de todos os presentes, repudiando o insensato que irresponsavelmente injetava o próprio sangue.

Havia um médico no meio da turma e ele fechou a conversa, deixando o infeliz sem ação ao falar com toda a força que a profissão lhe permitia: “Você está provocando em seu organismo um hematoma, só isto. A cura de suas espinhas foi por auto sugestão. As injeções de seu sangue nada mais fizeram em você o mesmo efeito que fariam as pílulas de placebo.”

E todos, sem exceção concordaram com o doutor.

Foi naqueles meses que em um discurso, Tancredo Neves (na época político mineiro) disse em um comício. “Toda a decisão aprovada de forma unânime é burra”.

Eu ainda tinha muito a aprender.

Agora, 41 anos mais tarde, eu, preso aos tremores provocados pelo Mal de Parkinson que não abala só o seu corpo, mas desaba a moral e destrói a alma do individuo, venho outra vez participar de uma discussão onde o tema é auto-hemoterapia.

Minha figura desequilibrada, com os meus movimentos automatizados, lento, sem grandes esperanças de minimizar os males do mal, não tinha opção se não tomar Levedopa e Sifrol, medicamentos caros que aplacam um pouco os meus tormentos.

Ouvia atento as explicações sobre a auto-hemoterapia, suas conquistas e seus perseguidores. Prometia não me curar, mas me daria mais conforto e dignidade para enfrentar os difíceis degraus da doença.

Naquele momento convivia com o tremor também em meu queixo e lábios. A salivação me envergonhava e se não tivesse atento, acabava babando. O colesterol, triglicerídeos e glicose elevadíssimos.

Com este quadro eu aceitei a fazer sessões de auto-hemoterapia.

Comecei em março e agora completo cinco meses de aplicações. Tomo 10ml, uma vez por semana.

Não tremo mais a boca, regularizou a minha salivação, o colesterol, triglicerídeos e glicose estão na escala própria abaixo do normal. Meu ânimo está refeito, tanto que já comprei vara e carretilha, garrafa de vinho e vou à próxima semana pescar na praia.

De quebra acabou de vez com uma micose, que eu já havia desistido de tratar, em minha unha do pé e juro, minha mulher disse que eu fiquei mais bonito.

Se melhorei por força de minha auto-sugestão provocada pelo tratamento de auto-hemoterapia, ótimo, mesmo porque o fim justifica o meio.

Só entendo a posição das autoridades de saúde no Brasil sobre a autoimunohemoterapia pelos poderes que detém a força econômica. Bastava o Governo Federal convocar seus laboratórios e com eles os profissionais que são “pró e contra” o tratamento e dar inicio a todas as pesquisas, mostrando com transparência o resultado.

Parece simples, não e!

Há mais de dois mil anos atrás até Ele, que falava em parábolas, preferiu ensinar com clareza à humanidade o caminho da salvação pelo uso da auto-hemoterapia: ESTE E O MEU SANGUE, TOMAI E BEBEI …

 

Reginaldo Horta Azevedo,

jornalista erreaga@hotmail.com

 

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