AUTO-HEMOTERAPIA 

 A Procura

Alguma controvérsia existe hoje em parte do meio médico brasileiro sobre a utilização do processo chamado Auto-hemoterapia. Uma multidão, porém, já se beneficia desse modo de fortalecimento da resistência orgânica, com um apoio cada vez maior da classe médica comprometida com os fundamentos e bases de seu juramento e responsabilidade ética e moral. A argumentação recalcitrante tenta se sustentar na ausência de estudos e pesquisas científicas, mesmo sendo o tratamento praticado com sucesso, com surpreendentes e inéditos resultados, em milhares de pessoas, com custo e efeitos colaterais beirando a zero. Mas, sendo acatado por comunidades médico-científicas de outras plagas e sua utilização celebrada em centros de reconhecido saber, compreende-se essa oposição, movida por razões comerciais, econômicas e tão somente. Esse comportamento não é novo, não é regional, não é exclusividade nossa, nem de nossa era, infelizmente. E por isso, não pode prevalecer. Mas afinal, a AHT vale ou não vale? Qual o fundamento científico, biomédico, em que se alicerça? Procuraremos explicar – antecipando que nada trazemos de novo, nem de mágico ou milagroso, já que as peças do quebra cabeça estão espalhadas em inúmeros estudos e na observação aceita e referendada, estando à disposição dos profissionais de pesquisa, de atuação e de atendimento, ou aos interessados avulsos em todas as partes do planeta. Vamos nos situar na afirmação de Hipócrates, feita 2500 anos atrás, que diz, no preâmbulo de seu Corpus Hipocraticum, que: todo corpo traz em si os elementos de sua regeneração e cura.

1- A ENERGIA DE FORMAÇÃO DAS MEMBRANAS A fim de não prolongarmos o tópico, iniciemos nossa caminhada no momento da fecundação humana, do óvulo pelo espermatozóide. No exato momento do encontro há uma descarga energética (o prof. Landell de Moura prefere esse termo à eletromagnética) que se condensa para formar a membrana que vai abrigar o ovo, e assim, de modo sucessivo, na mitose do óvulo fecundado, do zigoto e blastômeros, da mórula, nos processos guiados pelas interfases, passando pela prófase até a telófase, na descarga para a citocinese. Essa energia se condensa e vai aparecer em todo o organismo celular, inclusive no núcleo, protegendo e agrupando os 22 pares de cromossomos restantes (As pesquisas caminham para identificar esse agente como formador dos cinetócoros através de outra reação). Para o Dr. José Mohallen essa descarga energética é o “sopro da vida”, ou de Deus !!! Landell de Moura nomeia-a pela sigla Phaross. Concentrada, a energia se concretiza em proteínas. Essa membrana recobrirá, a partir da fecundação, todas as células do organismo, e pulsará ininterruptamente até o seu fim. É desta proteína (Sintaxinas 11 e 25, itens que também participam da formação do complexo exocítico SNARE) que surgirá o aparelho imunitário, compreendendo o sistema esplênico e as “micro usinas” espalhadas em todo o organismo. Dela também emerge (numa explosão cálcio, sódio e energia, etc. e as mesmas) a glândula epífise. A partir de seu surgimento a epífise se converte em antena receptora estática de energias essenciais e em fonte emissora de sinais (sede da phaross – cujas funções aqui não cogitaremos agora) que individualizam os seres, tornando-os, portanto, únicos no Universo. Do sistema esplênico, sobretudo do baço, surgirão os leucócitos enfim, que formam o batalhão de defesa orgânica. Importante fixar que as Sintaxinas 11 e 25 são as mesmas presentes nas células eucaritárias. Constatada essa construção do sistema de comunicação energética através das membranas celulares, podemos entender melhor os processos que promovem a atuação eficiente da AHT, com suas causas e reações.

2- A ACOMODAÇÃO DO SISTEMA IMUNITÁRIO E REDUÇÃO DAS DEFESAS Diversos fatores bioquímicos e fisiológicos interferem na atividade do sistema de defesa do organismo. Por sua vez, detecta-se que a fagocitose é um processo muito mais complexo do que a simples destruição das células pelos leucócitos (linfócitos, neutrófilos e macrófagos,basófilos, etc. como inicialmente descreveu Metchnikoff). Tanto na fagocitose quanto nos outros processos de eliminação e substituição celular, a presença das sintaxinas 11 e 25 se desenvolve de modo a harmonizar a relação entre as membranas (que interagem) tanto dos agentes invasores quanto dos mecanismos de proteção, pois existem compatibilidades pelas origens comuns entre si. Isso provoca, por razões patogênicas, genéticas ou outras, uma convivência do sistema imunitário com “invasores adotados”, trazendo um amortecimento das funções controladoras. Esse processo de “preguiça” é sempre combatido pelas quimiocinas, com predominância no endotélio, mas estas só conseguem se movimentar com mais vigor apenas nos pontos agredidos. Nesta acomodação há uma redução do fluxo energético, em amplitude significativa diante da original, desfalcando a intensidade ideal. Disso se constata uma reação inadequada, impotente dos imuno-agentes, diante das situações de debilidade do organismo. Sabe-se que algumas afecções dos órgãos produtores das defesas, como a esplenomegalia ou mesmo em caso de esplenectomia, necessariamente não desencadeiam essa desaceleração, visto que o sistema imunitário se divide em múltiplas usinas, além do baço ou do fígado e medula e outros, que agredidos transferem a função produtora para outros pontos e mesmo para as células.

3- FOCO NA APOPTOSE

 A queda, redução ou mesmo eliminação de sistemas de defesa é inerente ao ciclo de toda célula, que também possui em seu programa de função a apoptose (fenômeno fundamental também para o controle das células cancerosas de todos os tipos). E é na apoptose,- de modo expressivo-, que reside o desencadear dos importantes efeitos benéficos da AHT. As células íntegras, ao serem expostas a ambientes estranhos disparam -normalmente entre 10 a 15 segundos após a separação de seu habitat- o mecanismo de suicídio. Isso se dá principalmente pelo colapso da corrente energética da Phaross, que evoluirá, se não contido, até a necrose. Essa caminhada varia de acordo com as condições térmicas ou de influência de agentes externos (soros, etc.) podendo ser acelerada ou contida. No interior das células, a degradação se inicia por meio de enzimas, até então inertes, chamadas caspazes, que vão clivar algumas proteínas do citoplasma e ativar as DNAases. Aí se exprime a função NK das sintaxinas 11 e 25, repetindo, de modo secundário e vagaroso. As perdas iniciais se dão nas sub-membranas (com micro rompimentos produzidos pela expulsão de cálcio e sódio), nas organelas do citoplasma, com danos relevantes às mitocôndrias. É a fase da apoptose intrínseca. Preserva-se, aí, por mais tempo, intacto o núcleo celular. Devido à ausência do fluxo energético a atividade dos glóbulos brancos é reduzida a quase nula, inoperante. (Esse procedimento foi detectado e desenvolvido também por Fleming, no uso do que ele chamou de lisozimas, antecessora da penicilina. A regulação dos períodos da apoptose é também um dos padrões que definem a eficiência das vacinas.)

4-A REINJEÇÃO RESSUSCITADOR

Quando o sangue é retirado da veia, portanto em efervescência de atividade energética e vai para a seringa, imediatamente as células se “desligam” da Phaross e se preparam para se auto-eliminar. Este espaço de tempo é usado para as mutações descritas. Assim, ao ser reinjetado no músculo, biologicamente o sangue já não é o mesmo! Está incompleto, reativo e diferente daquele que saiu da veia. Ao ser aplicado no músculo há uma confusão orgânica, porque, se de um lado há uma reação pela presença de um invasor (substância diferente), há também uma ação agregadora, pela acomodação do remanescente núcleo comum. Ao mesmo tempo, o organismo se revoluciona. Há então uma sintetização do MHC- que é uma classe de antígeno produzido pela própria célula, provenientes de mutações das SINT11 e 25, chamados HLA-D, que em fusão com o linfócito T irá ligar e mobilizar todo o sistema imune, convocando e gerando as condições de criação fortalecida de macrófagos, para o ataque e destruição à presumida injúria sofrida, pela quebra da homeostasia. No momento dessa sinapse um alarme é enviado pelos neuro transmissores ao centro do sistema de defesa e se desencadeia um ritual de despertar geral das membranas em todo o corpo, o que oportuniza uma multiplicação imediata de células leuócitárias, com a predominância para os macrófagos, que iniciam sua varredura. Estes, cuja autonomia é irrestrita, vão fagocitar os antígenos digerindo-os no fagolisossoma. Fazem assim, a faxina completa de todos os cantinhos, limpando, eliminando, destruindo os elementos estranhos, inclusive aqueles anteriormente “adotados”, acomodados sob o endotélio, e os “digeridos” fagolisossomas. Através da ativação energética, pelas SINT11 e 25 observa-se, no período de 48 a 72 horas (considerando-se a aplicação de doses entre 8 a 20 ml), a eclosão significativa de glóbulos brancos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos) além de outros guardas da defesa e com predomínio, um aumento quadruplicado de macrófagos. Em média, entre quatro a cinco dias há uma estabilização, e o sistema, recomposto e tendo reassimilado (não eliminado) o sangue reinjetado, paralisa a ação dos exércitos. No epitélio, os macrófagos, aí também chamados células de Langerhans, quando inativados, se transformam em histiócitos, sendo eliminados por outros agentes. Importante destacar que, na veia, no fluxo sanguíneo, não ocorre esse procedimento, já que a interrupção da morte é imediata, e as perdas são repostas de pronto, na área circulatória, ao passo que no músculo ou outros tecidos, a apoptose ainda prossegue por algum tempo, produzindo as reações, até a chegada do socorro.

5- CONCLUSÃO:

Essa exposição linear, vertical, da dinâmica da AHT pode ser muito ampliada, aprofundada e até mesmo revista. Muitas vertentes são conhecidas e outras serão descobertas, sobre os procedimentos e atuações. No entanto não se pode apagar, em nenhum sentido, a trajetória energético-bio-quimioterápica, visto que, o que se mostrou não é novidade, sendo de domínio científico, sobremaneira pelos laboratórios de pesquisa. Em verdade, – é necessário que se esclareça-, a sociedade não recebe mais informes dos que pesquisam a AHT devido à ingente busca dos valiosos “comprimidos da sede”. Aqueles, muito eficazes se tomados com dois copos d’água. Em veterinária existe um procedimento em que se tenta fazer esses adendos, com a adição de substâncias ao sangue animal, cujos resultados seriam os mesmos sem esse acréscimo. Hoje está ficando comum, sobretudo em recuperações ortopédicas e de musculatura de atletas, o uso do SRP, que é uma AHT sofisticada, cujos resultados também são iguais, só que… mais caros. Com a tecnologia dos genomas, do conhecimento das causas, e a evolução da medicina nuclear, surgirão novos patamares, novos conceitos e razões. Como nos “velhos” estudos implementados junto ao Prof. Oswaldo, acerca das propriedades terapêuticas do “Tabebuia avellanedae”, bem como as do Dr. Ephrem nas qualidades da alicina e do sumo do pau d’arco,-cujos conceitos e conclusões só foram assimilados décadas após- sabemos que muitos avanços se verificarão, para a sublimação dessa prática. Há de se reconhecer que estamos diante de um tratamento preventivo, tônico, complementar, suplementar para milhares de doenças e males, podendo também ser desenvolvida para outras áreas da vida. É imenso o espectro onde permite a cura total e é indescritível sua atuação preventiva em milhares de outras situações. Mas ao contrário do que alguns supõem, a AHT não se presta a todos os casos. Há restrições severas, de seu uso imediato, em tratamentos pós-transplantes e em picadas de animais, por razões óbvias, já que nestes casos o aumento dos macrófagos interferiria negativamente. Fora isso, a AHT precisa ser estimulada e adotada para todas as populações, reduzindo gastos com saúde, e aumentando a efetividade das curas e dos estudos na redução do sofrimento, inclusive para doenças cujos tratamentos “científicos” nada valem ou pouco se prestam, como nos linfomas e hemofilias, por exemplo. Seu uso, a despeito do que preconizam alguns institutos, prescinde da presença ou recomendação médica, podendo a orientação seguir caminhos mais simples, menos burocráticos e mais acessíveis a todos. Sem nos aprofundarmos, afirmamos que, originalmente esta ação é colocada à disposição da Humanidade, por razões muito superiores, da mesma maneira que é “ensinado” ao cãozinho comer capim para curar sua dor de barriga. E sabe ele escolher capins diferentes, para dores diferentes.

NB- Nosso grupo hoje com 9 elementos, está interessado em participar, ainda que seja desta maneira como os “benditos pesadelos” de Mendeleyev, ou as angélicas informações para a Alleluia a Haendel. Aproveitamos para agradecer a todos os quanto se aplicam na divulgação e defesa dessa generosa intercessão. Estamos sugerindo, para o fortalecimento da divulgação e utilização desse método natural, que seja 4 de Maio definido como o Dia Mundial da Auto-hemoterapia, numa sincera reverência ao brilhante médico e humanista Dr. Luiz Moura. Continuaremos na busca para oportunamente voltar com novos comentários, outras informações pois estamos tentando justificar o nome que foi escolhido para essa equipe que é Pró-Curar. Que Deus abençoe a todos. Dr. Heliuzê Abril/2011

———————————————————————————————- Mensagem recebida pelo médium Arael Magnus, em reuniões reservadas nos dias 24, 25 e 27 de Abril de 2011. Celest – Centro Espírita Luz na Estrada Fundoamor – Fundação Operatta de Amparo e Orientação fundoamor@gmail.com

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